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28 de outubro de 2011

Land Rover Evoque chega em novembro por R$ 164.900

Crossover terá três versões e opções de duas e quatro portas



A Land Rover lança hoje, no Brasil, o Range Rover Evoque. O utilitário esportivo com inspirações de cupê começa a ser vendido nas concessionárias da marca no país a partir da semana que vem, com preços que partem de R$ 164.900, referente à opção quatro portas da versão Pure.
O Evoque será oferecido em três versões e, curiosamente, as opções duas portas serão mais caras do que as quatro portas. O modelo Pure duas portas será oferecido por R$ 167.900, já o intermediário Prestige será vendido por R$ 182.900 e conta apenas com opção quatro portas. Com o adicional de todos os opcionais, o preço sobre para R$ 231.900. A última versão é a Dynamic, com apelo mais esportivo, que custa R$ 182.900 (quatro portas) e R$ 187.900 (duas portas). Com o pacote de opcionais Dynamic Pack, o topo de linha custa R$ 231.900 (quatro portas) e R$ 236.900 (duas portas).

Modelo tem mais apelo esportivo que restante da linha Land Rover, e tenta ser um cupê urbano



A escolha de posicionar as opções duas portas acima das quatro portas parece ser motivada pelo potencial de marketing do apelo cupê esportivo. A marca inglesa projeta alcançar a venda de 4.800 unidades do no primeiro ano de comercialização, atingindo 40% das vendas da linha no país. A marca ainda acredita que 90% dos compradores do Evoque serão novos clientes. Sobre o novo IPI, a Land Rover ainda não definiu, mas afirma que provavelmente não irá alterar sua tabela de preços.
O Evoque vem equipado com um motor Ford de injeção direta de 237 cv de potência e 34,7 kgfm de torque, acompanhado de uma transmissão automática de seis velocidades acionada por paddle shifters e um sistema de tração integral Haldex Gen IV. O carro promete acelerar de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos. Na lista de acessórios estão incluídos itens como sistema auxiliar de estacionameno, sistema de câmeras 360° e sistema de entretenimento traseiro.
Esse é o modelo mais compacto da marca, com 4,36 metros de comprimento, 1,96 de largura e 1,63 de altura. O veículo também se destaca pelo relativo baixo peso para suas proporções. A balança marca 1640 kg graças a estrutura que privilegia materiais como alumínio e magnésio.
O Evoque chega às lojas na próxima semana e deverá se posicionar como um forte concorrente ao Volvo XC60, aoAudi Q5 e, futuramente, ao Q3.






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Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/



30 de julho de 2011

Land Rover dá aperitivo do Evoque

Marca promove exposição de pré-lançamento de seu primeiro crossover em SP e RJ

Evoque estará exposto antes de lançamento oficial, em novembro

O lançamento será só na segunda quinzena de novembro, a lista de preços ainda é um mistério... Mas a marca inglesa Land Rover já começa a mostrar o Range Rover Evoque no Brasil, e até faz lista de clientes interessados. A primeira ação efetiva começou a ser feita hoje (29/7) por meio de uma exposição interativa no Museu Brasileiro de Esculturas (Mube), na capital paulista, e vai até o dia 3 de agosto. Ainda em agosto a exposição irá para o Casa Shopping, no Rio de Janeiro (as datas não foram definidas).

A ação mostra o quanto a marca aposta no sucesso do seu primeiro crossover. “Dependendo das remessas do modelo, poderemos vender algo entre 3 mil e 4 mil unidades por ano”, afirma o presidente da Jaguar/Land Rover para a América Latina, Flavio Padovan. Os preços serão inferiores aos do Range Rover, bem próximos aos da linha Discovery.

A exposição percorre desde maio 60 metrópoles mundo afora. No Mube foi montado um espaço de 400 metros quadrados com duas unidades do Evoque, uma de duas portas (algo inédito na história da marca), outra de quatro portas. Antes de chegar aos carros, o visitante passa por exibições de vídeo com a história de seu desenvolvimento (desde o conceito LRX), três telas interativas com as campanhas de lançamento, e ainda um painel com as inúmeras opções de configuração das versões Pure, Dynamic e Prestige (cores, acabamento, equipamentos, teto em três cores, etc).

Hello Evoque no Mube
Esquina da Avenida Europa com a Rua Alemanha, Jardim Europa
29/7, das 14h às 20h
30 e 31/7, das 11h às 20h
1, 2 e 3/8, das 11h às 18h

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Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/

27 de março de 2011

Discovery ou Grand Cherokee

As novas gerações dos utilitários esportivos se encontram onde estão mais à vontade: no campo


Um nasceu nos Estados Unidos em 1992. O outro, na Inglaterra, três anos antes. Em comum, o porte avantajado e a ótima capacidade off-road, aliada à boa dose de luxo e conforto. Após cerca de duas décadas, os dois mostram maturidade admirável, prova de que o tempo fez bem a ambos. O novoJeep Grand Cherokee, que acaba de chegar ao Brasil, perdeu um pouco de seu jeitão brucutu: está com visual mais civilizado, porém sem esquecer suas origens. Com o novo estilo, ficou menos “caixote”. O Land Rover Discovery 4 mantém o aspecto quadrado, mas também evoluiu muito: traz vários avanços mecânicos e muita tecnologia.
Embora os modelos sejam eternos rivais, as duas unidades testadas aqui não são concorrentes diretas. As dimensões são equivalentes, mas eles começam a se distanciar quando o assunto é motor (V6 a gasolina no Jeep e V6 a diesel biturbo no Discovery) e, principalmente, nível de equipamentos. Essas diferenças aparecem no desempenho, luxo e, claro, preço: enquanto o Grand Cherokee 3.6 V6 Laredo, como o testado, custa R$ 154.900, o preço do Discovery 4 TDV6 foi fixado em R$ 259.900 (a versão mais barata do “Disco 4” custa R$ 179.900). Vamos conhecer um por vez, para saber se os benefícios compensam os custo.
Nobre inglês
Visto de fora, o Discovery 4 mantém as características da primeira geração, como o teto alto, frente elevada, grade reta e para-brisa quase em pé – coisa típica de jipão. Mas quem prestar atenção vai perceber a fileira de leds contornando os faróis. E quem entrar vai achar que errou de inglês, já que por dentro o Discovery topo de linha tem requinte quase comparável ao dos conterrâneos da Jaguar.


O Discovery mais barato custa R$179.900. O mais caro, como o testado, vai a R$ 259.900
 Sabe aquela ideia de que carro a diesel é barulhento? Pois a máxima não serve para o Discovery. Tirando a batidinha típica de castanhola em marcha lenta, em movimento o modelo da Land Rover é bem silencioso, resultado não apenas da alta tecnologia do motor, mas também do ótimo isolamento acústico. Para efeito de comparação, mesmo com motor a diesel o Discovery é mais silencioso que o Grand Cherokee a gasolina (a comprovação está no quadro de testes).

O motor biturbo a diesel garante força com suavidade, silêncio e economia. O sistema de vídeo vem com entradas auxiliares no banco traseiro.
Como nos carros de alto luxo (e preços nas alturas), não é preciso apertar nenhum botão para destravar as portas: de posse da chave, basta pôr a mão na maçaneta que ela já abre. A partida também é por botão. Aliás, nesse ponto, Discovery e Grand Cherokee empatam.
Mesmo à noite, é possível apreciar o ótimo acabamento de couro e alumínio polido, graças à sutil iluminação interna que deixa visíveis laterais e carpete. Ainda sobre iluminação, o modelo tem automatização do farol alto: o facho baixa sozinho em caso de veículo em sentido contrário, e volta a aumentar depois que ele passa. No centro do painel, a tela (touch screen) permite acesso a vários sistemas e configurações do veículo.
Andando, o Discovery mostra ânimo incomum para um veículo de 2.580 kg, e com acomodação para sete ocupantes. As acelerações são rápidas, assim como as respostas dos freios, direção e suspensão. Na pista, o modelo fez 0 a 100 km/h em 9,3 segundos – marca tão boa como inesperada para um utilitário a diesel. O segredo está no novo motor 3.0 V6 biturbo de 245 cavalos, equipado com turbinas de dimensões diferentes (o turbo primário é maior que o secundário). Esse Land Rover tem tanto apetite na hora de acelerar que até ignora a faixa vermelha do conta-giros: embora ela comece nos 4.200 rpm, quando a gente pisa com vontade as trocas de marchas são feitas na faixa de 4.500 rpm. O câmbio automático tem seis marchas e oferece trocas manuais.


A trasmissão automática de seis marchas tem modos de conforto , esporte e manual. O freio eletrohidráulico dispensa a alavanca
 Se em alto giro o motor agrada muito, em baixa ele é ainda mais impressionante. Segundo a Land Rover, esse “provavelmente é o motor de seis cilindros a diesel de maior torque do mundo”. O torque de 61,2 kgfm está disponível a partir de 2.000 rpm. Isso significa que uma leve pressão no pedal do acelerador já despeja muita força nas quatro rodas.
Quando chega ao chão, a força pode ser dosada de acordo com o tipo de solo (areia, neve, pedras, etc.), por meio de um seletor rotativo localizado à frente da alavanca de câmbio. Além disso, a suspensão a ar é ajustável: pode subir ou descer, de acordo com a ocasião (ou obstáculo).
Apesar da altura (1,9 m), o modelo apresentou bom comportamento nas curvas, ajudado pelas belas rodas de 20 polegadas e pelos pneus largos e de perfil baixo (255/50), que dão aspecto esportivo ao jipão. Não são os “sapatos” mais indicados para aventuras radicais. Mas, se esse for o caso, basta trocar os pneus e partir para a briga.

Dieta do Grand Cherokee



O Jeep Grand Cherokee sempre abusou do tamanho, das formas quadradas e dos motores beberrões. Bem, com relação ao tamanho, é preciso dizer que ele continua “Grand”. A quarta geração (olha aí outra coincidência com o concorrente inglês) cresceu 7 cm no comprimento (foi para 4,82 m), 1 cm na largura (1,94 m) e 2,4 cm na altura (1,78 m). Apesar disso, as formas externas foram tão suavizadas que a impressão é de que o modelo diminuiu. E evoluiu: o arredondamento de linhas resultou em melhora da aerodinâmica (o Cx baixou de 0,40 para 0,37).

O novo motor 3.6 V6 tem comando duplo, bloco de alumínio e 286 cavalos. O v6 antigo era maior (3.7), mas rendia apenas 210 cavalos.
Não é só isso: o estilo melhorou muito, idem para a mecânica. A versão testada por Autoesporte veio equipada com o novo motor 3.6 V6 a gasolina. Com comando duplo variável e bloco de alumínio, rende 286 cv. Como comparação, o V6 antigo era maior (3.7) e rendia muito menos (210 cv).

Na pista, o jipão norte-americano mostrou bom desempenho, cumprindo a prova de 0 a 100 km/h em 9,9 s. Mas não é uma marca suficiente para encarar o Discovery 4, que graças ao torque do motor a diesel se destacou também nas retomadas. Não foi possível medir o consumo do Grand Cherokee, porque só tivemos acesso a ele na pista de Tatuí. Já o Discovery mostrou ter pouca sede: fez 8,6 km/l de diesel na cidade e 11,8 km/l na estrada.

Embora os dois tenham suspensão a ar regulável, na pista o Grand Cherokee apresentou maior inclinação nas curvas. A suspensão é mais macia no modelo americano, mas parte desse sintoma pode ser creditada aos pneus e às rodas. Enquanto o Discovery foi para o teste com rodas aro 20 e pneus 255/50, o Grand Cherokee estava com rodas aro 18 e pneus 265/60.

A tração integral funciona em harmonia com a suspensão Quadra-Lift, capaz de aumentar ou reduzir a altura do carro. O Grand Cherokee pode ir de 16,4 a 26,9 cm do solo. A mais baixa serve para facilitar carga e descarga. A mais alta, para evitar pedras maiores. Para aventuras mais radicais, é possível destacar a parte inferior do para-choque frontal. Nesse caso, o ângulo de entrada sobe de 30,7 para 34,3 graus.


O câmbio de 5 marchas do jeep também permite trocas manuais, porém nesse caso as mudanças são feitas na longitudinal
 Os dois têm discos nas quatro rodas, mas nessa prova novamente o Discovery mostrou performance superior: precisou de 26,7 metros até parar completamente, 1,5 m a menos do que o Grand Cherokee. No freio de estacionamento eles também são diferentes. Enquanto o inglês tem freio eletromecânico, o americano ainda vem com o prosaico pedal do lado esquerdo.
Ambos têm comandos no volante e coluna ajustável em altura e profundidade, mas no Grand Cherokee a regulagem é mecânica, enquanto no Discovery ela é elétrica. Em termos de transmissão, o Land Rover também não dá chance para o Jeep: são seis marchas no câmbio automático, contra cinco do Grand Cherokee. Com uma marcha a mais, as trocas são mais suaves, sem grandes variações de rotação nas mudanças. Nos dois, é possível fazer trocas manuais, mas no Jeep elas são menos intuitivas, porque a alavanca deve ser mexida na posição transversal, e não longitudinal, que é o modo mais natural (e sensato).
Carro por carro, o Discovery 4 é bem superior. Mas custa R$ 105 mil a mais que o Grand Cherokee. Para quem pode pagar por um “Jaguar off-road”, o modelo inglês é uma ótima opção. O Jeep Grand Cherokee é a escolha econômica. E também leva você a qualquer lugar. Balançando um pouco mais, mas leva.