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18 de junho de 2011

Mercedes CLK63 Black Series: o indomável

Cupê recebe preparação pesada que inclui mudanças no visual e motor de 639 cavalos


Mercedes-Benz CLK 63 AMG Black Series: preparação caprichada levou o cupê a fazer de 0 a 100 km/k em apenas 4,1 segundos
 Fazer concessões é algo inevitável na vida. O que parece fantástico no papel muitas vezes passa por uma série de revisões que podem simplesmente macular o que havia sido uma grande ideia.
Tenho a impressão de que os executivos da Mercedes-Benz estavam todos de férias quando a série Black saiu da linha de montagem pela primeira vez. Era um carro tão diferente de tudo já feito que era difícil imaginar que houvesse saído da divisão AMG da Mercedes. O CLK63 série Black não entende o termo “concessões”. Você nota isso no momento em que o motor V8 6.2 litros ronca e todo seu corpo começa a vibrar. A sensação é quase erótica. Caso você um dia veja um série Black só em marcha lenta, dê uma olhada no motorista. É possível que ele (ou ela) esteja suando e trêmulo.
O Mercedes CLK63 série Black da Evosport foi um estudo de sobrecarga sensorial. Ele tem uma pureza que está se tornando muito rara nos dias de hoje. Um veículo de produção limitada da divisão AMG da Mercedes-Benz dos quais apenas 350 exemplares serão vendidos nos EUA, seu motor V8 6.2 produz 507 cavalos. Não há bancos traseiros disponíveis para que seja mantido o peso baixo característico de um verdadeiro esportivo. Esse é o Porsche 911GT3 da Mercedes-Benz, e ele é tão letal nas ruas quanto é nas pistas.

Difusores de ar na traseira feitos de fibra de carbono (material leve e resistente usado na Fórmula 1) ajudam na arodinâmica
O Evosport CLK é rápido o suficiente para distorcer o espaço-tempo, com freios fortes o bastante para arrancar a vacina de pólio de seu corpo. E sua cabine é de primeira classe, uma bela mistura de luxo esportivo. O fato de não ter um banco traseiro não importa. Esse é um carro com o qual você quer estar a sós.
Mas o que realmente intriga os sentidos é a rapidez da mudança de comportado para diabólico. O gargarejo grave do escapamento instantaneamente irrompe em algo tão dinâmico que faz as pedras rolarem das paredes de um desfiladeiro. Se os deuses gregos tivessem uma divindade para potência, esse seria o som de sua voz.
Na configuração padrão, o CLK63 não é nenhum molenga. Munido de 507 cv e 64,8 kgmf de torque, ele é capaz de engolir 96 km/h em 4,1 segundos. O tempo do quarto de milha atinge 11 segundos com velocidade de 195 km/h. Considerada a propensão americana para corridas de arrancada nas ruas, você poderia achar que a Mercedes projetou esse carro com os estadunidenses em mente.

Interior com couro do tipo Alcantara vem com reforços estruturais atrás dos bancos dianteiros, como nos carros de corrida
A Evosport essencialmente amplificou as qualidades já presentes, substituindo partes das tubulações de admissão e exaustão por peças de sua oficina. Os coletores com longos tubos em aço inoxidável (em forma de triplo Y) e o escapamento de alto desempenho de 7,5 cm (com canos cruzados) e o sistema de admissão, todos da Evosport, garantem que o motor seja bem ventilado. Os coletores são revestidos de cerâmica e todo o sistema oferece significativas reduções de peso em relação ao original.
A Evosport também instalou sua polia reduzida do virabrequim com balanceamento total. O baixo peso reduz drasticamente a massa rotativa, e a tecnologia de balanceamento ativo continuamente variável mantém a suavidade ideal em todas as rotações. Feita de alumínio T-6061, ela funciona com a correia original e um parafuso do virabrequim modificado. Todas as partes internas do motor foram polidas e balanceadas com perfeição, e a largura dos dutos e das entradas e saídas dos cilindros foi ajustada para melhorar o fluxo de ar, além de um radiador de óleo mais eficiente ter sido instalado para manter as temperaturas dentro dos limites.

Logo "AMG Black Series" no console central
A centralina da Evosport foi utilizada para aperfeiçoar o desempenho dos novos equipamentos. O programa remove o limitador de velocidade e melhora a resposta do acelerador e o tempo da ignição. A centralina também pode alternar entre programas para gasolina de 91 e 93 octanas, o que pode ser divertido para usar o carro em autódromos. O Evosport CLK63 girou as rodas no dinamômetro até atingir impressionantes 639 cv e 81,4 kgmf. E é potência que está disponível imediatamente – não é necessário esperar que um turbo ou supercharger seja acionado nem que um cilindro de NO2 seja enchido.

Ainda que poucos discutam o valor estético das rodas originais da AMG, é difícil imaginar o carro sem os aros atuais. Ele agora calça um incrível conjunto de rodas HRE CF43 medindo 10x19 na frente e 11x19 atrás. Essas rodas de composto de carbono são montadas à mão e são das poucas rodas que conseguem combinar alta resistência com leveza. Elas foram envoltas por borracha Pirelli Corsa DOT-R medindo 285/30 e 305/30 na frente e atrás, respectivamente (o carro sai de fábrica rodando sobre pneus 235/40-18 na frente e 255/35-18s atrás).
A Evosport também modificou os freios com seus discos flutuantes de duas peças (com furos e fendas) e substituiu as linhas de freio em borracha por dutos em aço inoxidável trançado. Os calços em titânio da Evosport trabalham com pastilhas de freio de alto desempenho. Nunca deixando a desejar em matéria de freios, o sistema original da AMG respondeu muito bem às modificações da Evosport. Eu os castiguei até que estivessem brilhando em um tom avermelhado. Para encontrar os limites destes freios, seria necessário muito mais tempo e um maníaco na boleia.

Rodas esportivas com pneus de perfil baixo completam o
pacote de itens especiais do AMG Black Series preparado
A Evosport elaborou seu próprio pacote de suspensão com base em componentes H&R e bandejas traseiras ajustáveis da Evosport. A estrutura do carro parece flutuar pouco acima do chão, meio como o landspeeder de Luke Skywalker. Apesar de as rodas HRE parecerem extremamente embutidas nos para-lamas, não houve nenhum contato ou quaisquer outros efeitos indesejados. Talvez minha única preocupação seja a porção inferior do splitter dianteiro. Felizmente, ele é modular e facilmente substituível.

Embora o carro seja revestido pela bela aerodinâmica de fábrica, a Evosport requisitou os serviços da Vorsteiner para um pouco mais de agressividade. A frente recebeu o avantajado splitter em fibra de carbono da Vorsteiner que se mistura ao capô em fibra de carbono. Também da Vorsteiner, estão presentes o para-choques/difusor traseiro em fibra de carbono e o spoiler na tampa do porta-malas. O teto também é de fibra de carbono.
Já que esse carro é equipado com o excelente câmbio automático de sete velocidades da Mercedes, você talvez questione por que alguém iria querer uma transmissão de embreagem dupla. O série Black lidou com as marchas como se fosse um câmbio manual . A maior parte da minha condução foi feita em segunda e terceira marchas – a qualquer momento, eu tinha a potência para patinar as rodas e fazer a traseira derrapar. É impossível não amar o V8 naturalmente aspirado – realmente não há substituto para o deslocamento do motor.
Para o prazer do alto desempenho puro, o Evosport CLK63 série Black é um veículo sem igual. Você terá dificuldades para encontrar um carro bom como ele. É uma conclusão óbvia que os tunadores terão esse carro na mira. Boa sorte. Vocês vão precisar.
Motor V8 chegou a 639 cavalos e 81,4 kgfm de torque no dinamômetro depois de uma série de alterações
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Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/

Mercedes-Benz revela novo C63 AMG Coupe

Esportivo de até 487 cv mira nos alemães BMW M3 e Audi RS5



 Finalmente o BMW M3 e Audi RS5 terão um concorrente de peso. A inédita versão cupê do Classe C acaba de ganhar sua versão esportiva C63 AMG. Com a mesma mecânica do modelo sedã e perua, o esportivo carrega um V8 de 6,3 litros com 457 cv de potência (podendo chegar a 487 cv com o opcional Performance Pack), associado à transmissão automatizada de dupla embreagem e sete marchas MCT.

O visual é o mesmo do Classe C reestilizado, com apliques e alterações aerodinâmicas desenvolvidas pela divisão esportiva da Mercedes-Benz. A cabine recebeu componentes de alumínio, fibra de carbono e couro Alcântara, que aumenta a aderência da pele do motorista aos comandos, mesmo quando molhada pelo suor.

O esportivo acelera de 0 a 100 km/h em 4,5 s (4,0 s na versão de 487 cv), com velocidade máxima de – você adivinhou – 250 km/h, limitada eletronicamente. Sem o bloqueio, o C63 AMG pode ultrapassar os 280 km/h. O início das vendas do esportivo no Brasil está previsto para começar entre o final de 2011 e início de 2012.









Avaliativo do novo Mercedes C250 CGI

Sedã da linha 2012 mostra bom fôlego, sofisticação e conforto para defender liderança

Mercedes-Benz C250 CGI: motor 1.8 deixa a impressão de que tem tanto fôlego quanto um V6 bem acertado

Oh, Lord, não é que a Mercedes-Benz acertou mesmo a mão com as mudanças na linha 2012 do Classe C? O sedã ficou sem novidades desde 2007, mas agora chega às lojas renovado e pronto para entrar na briga acirrada com os rivais conterrâneos (leia-se BMW Série 3 e Audi A4). Desta vez a marca alemã optou apenas por uma reestilização que inclui mais de dois mil novos componentes, mantendo a plataforma da geração atual, mas pareceu o suficiente para convencer o público exigente que costuma (e pode) comprar este tipo de carro. No caso do C250 CGI testado, o preço sugerido é de R$ 191.900.
Fica claro que os retoques visuais começam pelos faróis inteligentes, com olhar mais agressivo, em sintonia com os para-lamas alargados e com o capô de desenho mais fluido. Além disso, incluíram alguns defletores de ar nas laterais e na traseira, que ainda ganhou lanternas com leds no lugar das lâmpadas convencionais. Pode parecer pouco, mas saiba que foi o suficiente para melhorar consideravelmente a aerodinâmica. Segundo a fabricante, o coeficiente de arrasto (Cx) passou de 0,29 para 0,26, um dos menores do segmento. Vencendo a força do ar com mais facilidade, o carro se torna mais econômico e mais veloz.

Lanternas traseiras com leds no lugar de lâmpadas e defletores de ar no para-choque fazem parte das mudanças na linha 2012
Foi o que deu para perceber tanto na pista de testes em Tatuí (SP) quanto na avaliação do carro nos arredores de Campinas (SP). O aspecto mais agressivo do novo C250 CGI Sport já havia me animado desde que vi o carro parado na garagem, com sua cara de mau. Por dentro então, o resultado da reforma agrada ainda mais. Começa pelo novo volante de três raios com base achatada e com boas hastes para você se sentir no comando do novo câmbio de sete marchas 7G Tronic Plus. Além disso, o mostrador no meio do velocímetro agora é colorido de alta resolução. E na tela no centro do painel há como acessar a internet com ajuda do Bluetooth e do seu celular 3G ou as coordenadas do GPS, programado com mapas de todo do Brasil.

Mas o que eu queria mesmo era testar a saúde dos 204 cavalos do motor 1.8 turbo com injeção direta de gasolina. Pelo que deu para perceber, o carro tem dupla personalidade. Selecione uma música calma no novo sistema de som com entrada USB no console central e o carro vai responder com a mesma suavidade da melodia ditada pelo som dos violinos, usando o bom fôlego em baixa rotação. Pelas nossas medições, o C250 CGI vai de 60 a 100 km/h, em Drive, em apenas 4,7 segundos, com o velocímetro marcando 104,2 km/h. Ainda pisando de leve no pedal da direita, o carro faz 7,6 km/l na cidade e 12 km/l na estrada. Troque para um rock pesado e os quatro cilindros soltam a voz, fazendo o carro acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 7,7 segundos. Mas é preciso pisar com vontade, já que o acelerador é um tanto duro, como na maioria dos Mercedes.
Aproveitando que calçaram o sedã com rodas de 17 polegadas da AMG, montadas em pneus 225/45R, e a nova suspensão controlada eletronicamente Agility Control, resolvi entrar mais quente numa curva à direita e conferi na prática o que o engenheiro da marca alemã quis dizer com controle de rolagem da carroceria e precisão dos ângulos de câmber e convergência durante a apresentação técnica. De fato, mesmo com controle de estabilidade (ESP) desligado, o novo modelo se mantém estável pela suspensão firme, com ajuda da direção comunicativa, que transmite com precisão o que acontece entre os pneus e o asfalto. Os freios também dão conta do recado. Pisando forte no pedal, vindo a 80 km/h, foi preciso apenas 24,5 metros até a total imobilidade.

Interior caprichado inclui novo volante de três raios, mostrador digital de alta definição no meio do velocímetro, entre outros itens
Da pista de testes para o trânsito do dia a dia, o novo C250 CGI agrada por facilidades como o sistema Parktronic Guidance, que indica o momento certo de girar o volante para fazer uma baliza com ajuda de coordenadas na tela no meio do painel. Outros dois exemplos ficam por conta do sistema que detecta que o motorista está sonolento, sugerindo uma pausa para o café, e das luzes que iluminam as curvas de esquina e tornam o foco do farol mais forte a partir de 90 km/h.


Hastes para trocar marchas
finalmente estão do tamanho certo
 Bom também é que há como enviar músicas do celular para o sistema de som via Bluetooth. Por outro lado, é preciso se acostumar com os vários comandos concentrados na alavanca do lado esquerdo da coluna de direção e falta retrovisor interno fotocrômico. Existe apenas um singelo comando dia/noite, encontrado em qualquer popular.
Quando Janis Joplin suplicou a Deus por um Mercedes na canção de 1970, talvez tenha esquecido o salgado custo de manutenção. Porém, pelo o que a fabricante divulgou no lançamento do Classe C 2012 à imprensa, foi dito que a primeira revisão tem preço fixo de R$ 635, a segunda $ 1.302 e a terceira, o mesmo valor da primeira. Nada barato, mas longe de ser proibitivo. Também aproveitaram para informar que a versão perua chega no mês que vem e o cupê entre setembro e outubro, quando também desembarca o cobiçado esportivo C63 AMG.





Apesar o espaço para as pernas não ser dos mais generosos, há controle independente do ar-condicionado no banco traseiro